segunda-feira, novembro 07, 2005

Um dia a gente aprende...
que final de semestre
emburrece a gente.

p.s.: estou tentando limpar a poeira espalhada por aqui.

segunda-feira, outubro 24, 2005

rede, laços, teia, enredo, cotão, entrelaçamento de um e de outro



Quando um quer, o outro não quer
Quando o outro quer, um não quer
Há também quando nenhum dos dois quer
Há quando dois querem um
Há quando um quer dois
Há quando dois querem dois
Há quando três querem dois, neste caso, um não quer
Este um quer o que, ou quem? Ninguém.
E se por acaso, um quer o outro e o outro quer um
O tempo passa mais rápido e passa a não ser verdade
e o relacionamento se torna tão efêmero quanto esse texto.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Another brick in the wall


Eu escrevi isto há uns 5 meses atrás, quando eu li uma coluna do Antônio Prata que falou mal dos vegetarianos. Ele disse que leu um adesivo que falava “os animais são amigos, não comida”, e por isso teve a idéia de protestar contra os vegetarianos. Eu, indignada, fui defender a minha “espécie”. Bem, serve para todos o que eu escrevi.

Olá Antônio Prata. Normalmente eu não me presto para ficar mandando e-mails, muito menos para uma revista, mas depois de ler a sua última coluna, aqui estou eu. Sim, sou vegetariana. Mas não pelos motivos do tal adesivo no carro. Eu virei vegetariana faz uns 5 meses (rumo aos 6), simplesmente porque eu não me considero superior a ninguém. Somente porque eu possuo um cérebro maior, tenho mais direitos que os outros seres vivos que tentam dividir o espaço no planeta? Eu não sou anti-humanos, só acho que a nossa espécie animal (sim, somos animais também) é um tanto, não sei se estou usando a palavra certa, prepotente. Quando falamos de outras espécies, nos parece que massacres, mortes, torturas, esfoliações são não somente normais, como necessárias. Mas ái se falarem dessas palavras quando se referirem aos humanos! Meu Deus, que absurdo! Nós estamos usando as outras espécies como uma indústria. "Vamos fabricar estes terneirinhos, os que estiverem fracos, matem, e os outros a gente mata à pauladas prá carne ficar mais macia". Substitua a palavra "terneirinho" por "pessoas". Interessante não? Tudo virou um sistema de produção, aonde animais, e vegetais também, são utilizados em produção em série, engordados, sub-vivendo em jaulas, morrendo massacrantemente, cortados, triturados, embalados, congelados e chegando a sua geladeira. Lindo né? O que nós, pessoas estranhas que não comem carne, queremos não é "não comer carne porque os animais são nossos amigos", e sim, um tratamento ético dos animais. Para que tantos massacres? Já não basta o que fazemos com nós mesmos?
Bem, somos uma espécie racional.


p.s.: que não me perguntem mais porque sou vegetariana, principalmente durante as refeições. POR FAVOR...

quinta-feira, setembro 08, 2005

Piada Pronta e Atrasada

Viram que jazz não é mais música underground?

sexta-feira, agosto 26, 2005

A Respeito dos Shows

Bom, os dois shows foram muito ducaralho. No primeiro eu fiquei a um metro do palco, bem em frente ao Medina, e no segundo a 20 centímetros do palco, em frente ao Amarante, que é um show a parte. Muitas fotos, mas como a câmera é uma merda só há fotos do Amarante, já que ele se localizava a cerca de dois metros de mim, e essa é a distância máxima que a minha câmera cobre no escuro. Mas tem até filminho dele dançando não lembro qual...

De novo, o show foi ducaralho, apesar dos fãs presentes...

Relato o trecho de um diálogo ouvido durante o primeiro show que, pra mim, resume o espírito "fã de Los Hermanos":

"Faz o seguinte, ó: se tu quiser parecer alternativa grita pra eles cantarem 'Gabriela' que é uma música muito das antigas que ninguém conhece."

terça-feira, agosto 23, 2005

Traçando um paralelo entre "Do Lado de Dentro" e "A Resposta de Mariquinha"

Eu sei que este tópico está anos atrasado, já que o CD "Ventura" já nem dá mais o que falar mas, mais uma vez aproveitando o ensejo, uso a visita do Los Hermanos a POA pra escrever sobre os caras, agora traçando um cuidadoso paralelo entre "Do Lado de Dentro", escrito por Marcelo Camelo, e um clássico da música popular brasileira, e por que não mundial, a canção magistralmente interpretada pela dupla de irmãs Sandijúnior "A Resposta de Mariquinha", também conhecida popularmente como "Abre a Porta Mariquinha".

Para melhor compreensão, esclareço que "(SJ)" significa Sandijunior e "(MC)" Marcelo Camelo.

Vamos à análise:

"Abre a porta Mariquinha!" (SJ)

"Abre essa porta" (MC)

Percebe-se nos dois versos a intenção do marido de adentrar à sua residência, sendo que esta permanece trancada pela esposa, que provavelmente trocou a fechadura ou formou algum tipo de barricada que impeça o acesso ao interior da casa.

Eu não abro não, você vem da pagodeira vai curar sua canseira bem longe do meu colchão (SJ)

Cala essa bocaque isso é coisa poucaperto do que passeieu que lavei os seus lençóissujos de tantas outras paixõesignorei as outras muitas, muitas... (MC)

Podemos sentir o ressentimento das esposas nos dois casos, ressentimento esse infundado se levarmos em consideração o fato de que seus maridos estavam apenas cumprindo com o seu papel de Macho Alfa, que é o de atrair a atenção do máximo de fêmeas possível, mas tergiverso. O que acontece aqui é que as esposas permanecem irredutíveis no seu intento de impedir a entrada de seus cônjuges.

Oh! Mariquinha não levei você comigo, Tive medo do perigo Desse tal de Ricardão (SJ)

desse castelo que eu construípra te guardar de todo maldesse universo que eu desenhei pra nós, pra nós.

Abre essa portanão se faz de mortadiz o que é que foijá que largueitudo pra tijá que eu cerqueitudo ao redorabre essa portavai, por favor
(MC)

Nesse trecho podemos notar a preocupação de homens zelosos pelo bem-estar de suas esposas, e justificando esse zelo através de atitudes nobres tomadas no passado.

Eu já falei que não vou abrir a porta E peço que você volte sem fazer reclamação, Se eu abrir a porta já sei o que vou fazer, Você vai ter que gemer é no pau de macarrão (SJ)

Vai, depois liga diz pra sua irmã passar que eu vou mandar tudo que é seu que tem aqui tudo que eu não quero guardar que é pra esquecer de uma só vez que esse castelo só me prendeu, viu? (MC)

Aqui fica clara a ingratidão e irredutibilidade das esposas, assim como uma agressividade desmedida (pau de macarrão?) e falta de coragem para dialogar frente-a-frente (diz pra tua irmã passar).

Nas duas canções fica claro que o marido é vítima de uma mulher louca que, provavelmente com a chegada da menopausa, desespera-se por seus hormônios como um junkie pelo seu cachimbo de crack, e acha que largando seu marido e saindo atrás de um garotão todos os seus problemas serão resolvidos como num filme francês*.

Também notamos a cultura musical de um dos novos ícones da música brasileira, Marcelo Camelo, que claramente busca referências clássicas como base para suas novas composições.

Espero continuar com as análises em breve.

*de acordo com a teoria de um amigo, a premissa básica de um filme francês é a de que pessoas na meia-idade com problemas existenciais acham que tudo se resolverá se começarem a trepar com todo mundo. Devo admitir que é uma teoria válida.

Aproveitando o ensejo...

Pois então, Los Hermanos tá aí em Porto então vou escrever algo a respeito... aliás, algoS.

Pra começar, sim, eu vou nos shows (nos dois) e espero escrever bastante sobre eles. Mas uma coisa me incomoda nos shows dos caras: fãs de Los Hermanos.

Sim, sim, eu sei que é lugar-comum falar mal dos fãs deles, até porque é muito óbvio que a esmagadora maioria se trata de completos idiotas que acham que entendem de música só porque gostam de Chico e uma sacola de bandinhas indies que na sua maioria são umas merdas, mesmo. E o pior desse pessoalzinho é que arrotam "alternatividade" pra todos os lados, quando na verdade são um rebanho acéfalo e preconceituoso. Gente que acha o Amarante genial por escrever "imbróglio do quiproquó", e não "sem você sou pá-furada". Gente que acha interessante abrir no orkut tópicos como "qual é a frase mais inteligente do disco" ou que fica irritada se tu tira algum sarro das letras da banda... (aliás, vou escrever no próximo post um paralelo entre uma canção dos barbudos e um clássico da música popular brasileira).

Enfim, é isso. Tenho um ingresso sobrando, e como sei que tem muita gente atrás dele - fãs do Los Hermanos - vou achacar cada centavo que o indie tiver pra financiar algumas noites da minha vida. E serão centavos mais bem-vindos pelo fato de serem frutos da exploração de um FDLH.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Vomitando misérias engolidas...

"O mundo é cruel". Quantas vezes escutei essa frase? Aliás, quantas vezes pensamos nessa frase? O mundo é de fato cruel? "Ninguém é de ninguém"não me parece ser uma frase promíscua, que incentive sempre à noites regadas de sodoma e somenthing else. Até ontem sim, hoje não mais.
Todos nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somos o que somos devido aos outros, claro, mas os outros não são uma extensão de nós mesmos. E os outros não se importam com nós, apesar de tudo nos fazer crer que sim. O mundo é feito de 6,5 bilhões de habitantes. O mundo é feito de 6,5 bilhões de protagonistas. Ponto. Só porque você se sente triste e vitimado não quer dizer que os outros vão se sensibilizar com isso. Podem nos apoiar, mas para que eles mesmos se sintam bem com isso, não para nós nos sentirmos melhor. É egoísmo, também acho, mas é a verdade.
A hipocrisia já sucumbiu muitos fatos e ela vai continuar a fazê-lo. Somos todos hipócritas que desejam que os outros pensem que somos bons. Que sintam pena de nós e nos protejam. Mas nos proteger de quem? Deles mesmos! Aí sim você será a vítima, mas ninguém se importa com isso. O mundo é cruel.

Deixo frases no ar:

"Adiar é a forma mais perfeita de negar."
"Sinceridade é tudo. Se você conseguir fingir isto, está feito(a)."
"Rir é o melhor remédio."